Em Madrid, um Triângulo das Bermudas para perder-se entre maravilhas das Artes

Os enamorados por museus têm certamente alguns destinos mágicos para colocar num check list de viagem. A cidades como Londres, Paris e Nova York, sobram museus incríveis e razoavelmente próximos entre si para deslocamentos rápidos. Entretanto há três lugares no mundo que concentram muitos museus de grande qualidade: o Museumplein (Praça dos Museus) de Amsterdam, a Ilha dos Museus em Berlim e nosso tema de hoje, o Triângulo de Ouro em Madrid.

 

 

O melhor do mundo de Velázquez, Goya, Bosch, Tiziano, Picasso,  Ghirlandaio, Canaletto, Rubens, Frans Hals, Van Eyck, … estão apenas a poucas centenas de metros entre um museu e outro. E estamos falando de alguns dos museus mais visitados e referenciados do mundo: Museu Nacional do Prado, Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía e Museu Nacional Thyssen-Bornemisza. Estas três pinacotecas somam juntas mais de 51.000 obras de arte, constituindo um dos mais importantes conjuntos de história da Arte do mundo. 

 

O Reina Sofia é o museu que mais recebe visitas ao longo do ano, com uma média de 3,5 milhões ao ano e seu acervo concentra-se em arte moderna e contemporânea, contando com uma das obras mais famosas do mundo: Guernica, do malaguenho Pablo Picasso. Além de outras obras do mesmo pintor, expõe várias obras do Salvador Dalí, Miró, Óscar Domínguez, Oskar Schllemer, Torres García, … Além do seu acervo próprio, com mais de 23000 obras, costuma abrigar diversas exposições temporárias de nomes consagrados das artes plásticas dos século XX e XXI. A maior parte da museologia é exposta no antigo edifício Francisco Sabatini, um antigo hospital do século XVIII, mas a ampliação do século XXI a mãos de Jean Nouvel também merece uma visita.

O Museu do Prado, considerada uma das 10 mais importantes pinacotecas do mundo, tem mais de 27.000 obras, mas sua apurada curadoria preza pelo preceito menos é mais e acaba expondo regularmente algo no entorno de 1500 obras. Seu recorte historiográfico é a arte acadêmica, desde o período românico, na Alta Idade Média, até a chegada do impressionismo na Espanha, no final do século XIX. Concentram-se obras dos períodos renascentista, barroco, neoclássico e romântico, contudo, mais que as eras artísticas representadas, são seus autores que proporcionam encanto e deslumbramento a leigos e especialistas em arte. Às suas mais famosas obras tranquilamente colocamos Las Meninas (Diego Velázquez), o Jardim das Delícias Terrenas (Hieronymus Bosch), Os fusilamentos de 3 de maio (Francisco Goya), O Retrato equestre de Carlos V (Tiziano), As três Graças (Peter Rubens) e mais um mundaréu de obras das mais acreditadas por especialistas e opinião pública internacional. Nosso afeto ao Prado é tão grande que costumamos falar: 

–  Se você vai a Paris e considera o Louvre visita obrigatória, tenha a mesma consideração pelo Prado em Madrid.

 

Nosso terceiro museu é o Thyssen, resultado da coleção privada de uma tradicional família nobre espanhola e que se converteu em um museu estatal no começo dos anos 1990. Sua coleção é muito menor que a dos dois primeiros, mas não deixa nada a dever porque se trata de um esforço de aquisição do melhor possível para cada período da história da arte. O acervo vai desde o Trecento italiano (põe uma bela pronúncia italiana pra sair bem redondo) até o Art Pop estadunidense, como Edward Hopper e Roy Lichtenstein. Além dos vários impressionistas, fauvistas, e outras vanguardas do começo do século passado. Trata-se de uma museologia clean e muito precisa com a qual também consideramos imperdível aos amantes das belas artes. 

 

 

Os museus acima possuem zona de descanso e café-restaurante, possivelmente necessários caso a visita seja feita com dedicada atenção e não recomendamos fazê-las todas no mesmo dia para que haja tempo de apreciação e depuração das peças mestras. 

 

Próximos aos gigantes, há outros espaços de exposições também super significativos de Madrid como o Museu Nacional de Arqueologia, a Biblioteca Nacional, o Caixa-Fórum, a Real Academia de Belas Artes de San Fernando, o Museu Nacional de Arqueologia e a Sala Fundação MAPFRE Recoletos. 

 

 

Para não deixar em branco, comentamos que além de tudo acima relatado, Madrid possui outros mais 60 espaços museológicos, alguns maravilhosos que deixaremos para abordar em novas postagens. 

 

Madrid é capital europeia, é história, é cultura.

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